638: Desmedida Exigência de Felicidade.

A fragilidade do matrimônio decorre de uma desmedida exigência de felicidade, ou melhor, da aplicação dessa exigência a uma coisa que não suporta tal pressão. Há um insolência nossa nessa impaciente cobrança de ventura, e há sobretudo um equívoco, porque pretendemos tirar da casa, do matrimônio, do amor humano, um infinito rendimento, quando é finita e sempre muito exígua a nossa própria contribuição. Depositamos com mesquinharia e queremos juros generosos, infinitamente generosos. E no desejo desse absurdo balanço nós somos injustos com o próximo, e injustos com Deus. Realmente, por mais esquisito que isto pareça, se alguém imagina que a sua noiva, e mais tarde a esposa, lhe possa dar plena felicidade, não terá direito de queixar-se nos dias de decepções, porque foi ele, inicialmente, o primeiro culpado de injustiça.

(Gustavo Corção, “A Casa,” O Globo, 3 de Janeiro de 1976).

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638: Desmedida Exigência de Felicidade.

633: A Dickens Character.

A solemn friend of my grandfather used to go for walks on Sunday carrying a prayer-book, without the least intention of going to church. And he calmly defended it by saying, with uplifted hand, “I do it, Chessie, as an example to others.” The man who did that was obviously a Dickens character. And I am disposed to think that, in being a Dickens character, he was in many ways rather preferable to many modern characters. Few modern men, however false, would dare to be so brazen. And I am not sure he was not really a more genuine fellow than the modern man who says vaguely that he has doubts or hates sermons, when he only wants to go and play golf. Hypocrisy itself was more sincere. Anyhow, it was more courageous.

(G.K. Chesterton, Autobiography. London: Hutchinson & Co., 1936, p. 20).

633: A Dickens Character.

630: Religion Alone.

Who knows whether there has been enough of warfare? But never will it cease, till the palm-branch be grasped, which a spiritual power can alone extend. So long will blood continue to flow over Europe, until nations shall become conscious of the fearful frenzy, that urges them round in a vicious circle, and until touched and softened by celestial music, they shall return in motley crowds to their ancient altars, perform works of peace, and, on the reeking battle-plain, amid tears of joy, solemnize the festival of peace, the great repast of love. Religion alone can resuscitate Europe, can give security to nations, invest Christendom with new glory, and reinstate her in her old pacific functions.

(Novalis; quoted in James Burton Robertson, “Life and Writings of Novalis,” The Dublin Review, Vol. III, 1837, pp. 298–299).

630: Religion Alone.

606: Action.

Men by their nature are impelled to action, and they require a moral guide for their feet. To wait, with our short lives, till reason has discovered the absolute moral law, would involve us in the dilemma of abstaining from action (which is an impossibility), or of acting without any rule of conduct. Reason bids us, then, seeing as we do “through a glass darkly,” to follow the immediate dictates of common sense, conscience, and revelation.

(William John Courthope, “Johnson and Carlyle,” The National Review, Vol. II, 1883–84, p. 321).

606: Action.

566: O Melhor de Tudo.

                                               Effeitos mil revolve o pensamento,                                                                                                   E não sabe a que causa se reporte:                                                                                       Mas sabe que o que he mais que vida e morte                                     Não se alcança de humano entendimento.

Doctos varões darão razões subidas;
Mas são as exp’riencias mais provadas:
E por tanto he melhor ter muito visto.

Cousas ha hi que passão sem ser cridas:
E cousas cridas ha sem ser passadas.
Mas o melhor de tudo he crer em Christo.

(Luiz de Camões, Sonetos. Porto: Imprensa Portuguesa, 1880, p. 236).

566: O Melhor de Tudo.