356: A Idéia do Sr. Dickens.

Charles Dickens, numa nota que agora está à minha frente, aludindo a uma análise que fiz, certa vez, do mecanismo do “Barnaby Rudge”, diz: “De passagem, sabe que Godwin escreveu seu “Caleb Williams” de trás para diante? Envolveu primeiramente seu herói numa teia de dificuldades, que formava o segundo volume, e depois, para fazer o primeiro, ficou procurando um modo de explicar o que havia sido feito.”

Não posso pensar que esse seja o modo preciso de proceder de Godwin, e, de fato, o que ele próprio confessa não está completamente de acordo com a idéia do Sr. Dickens. Mas o autor de “Caleb Williams” era muito bom artista para deixar de perceber a vantagem procedente de um processo, pelo menos um tanto semelhante. Nada é mais claro do que deverem todas as intrigas, dignas desse nome, ser elaboradas em relação ao epílogo, antes que se tente qualquer coisa com a pena. Só tendo o epílogo, constantemente em vista, poderemos dar a um enredo seu aspecto indispensável de consequência, ou causalidade, fazendo com que os incidentes e, especialmente, o tom da obra tendam para o desenvolvimento de sua intenção.

(Edgar Allan Poe, “A Filosofia da Composição.” In: Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Editora Globo, 1960, p. 501).

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356: A Idéia do Sr. Dickens.

223: Gum Tragacanth Paste.

In getting my books, I have been always solicitous of an ample margin; this not so much through any love of the thing in itself, however agreeable, as for the facility it affords me of pencilling suggested thoughts, agreements, and differences of opinion, or brief critical comments in general. Where what I have to note is too much to be included within the narrow limits of a margin, I commit it to a slip of paper, and deposit it between the leaves; taking care to secure it by an imperceptible portion of gum tragacanth paste.

(Edgar Allan Poe, “Marginalia.” In: The Works of Edgar Allan Poe, Vol. 7. New York: Charles Scribner’s Sons, 1914, p. 255).

223: Gum Tragacanth Paste.

181: Printing-ink and Paper.

The most truly concise style is that which most rapidly transmits the sense. What, then, should be said of the concision of Carlyle? that those are mad who admire a brevity which squanders our time for the purpose of economizing our printing-ink and paper.

(Edgar Allan Poe, “Marginalia.” In: The Works of Edgar Allan Poe, Vol. 7. New York: Charles Scribner’s Sons, 1914, pp. 414–415).

181: Printing-ink and Paper.